Coronavírus

Comércio de Adamantina está aberto; setor reage a esvaziamento, após decreto de restrições

Setor aprova medidas de proteção à vida mas critica condutas irresponsáveis e falta de fiscalização.

Por: Da Redação atualizado: 24 de outubro de 2021 | 09h49
Houve esvaziamento do comércio na última semana, após novo decreto municipal (Foto: Tânia Rego). Houve esvaziamento do comércio na última semana, após novo decreto municipal (Foto: Tânia Rego).

Desde o início do decreto municipal que entrou em vigor no dia 14 de outubro em Adamantina, com novas restrições ao funcionamento de setores econômicos da cidade, e outras atividades – o que no caso de comércio, restaurantes, lanchonetes, bares e similares determina a redução da ocupação máxima a 50% no atendimento presencial – o setor vivencia um esvaziamento, e critica as medidas.

Segundo empresários ouvidos nesta quarta-feira (20) pelo SIGA MAIS, as medidas anunciadas pela Prefeitura de Adamantina ganharam projeção regional. Na cidade e municípios vizinhos a população ficou receosa, e para quem mora fora e faz suas compras no comércio adamantinense ou frequenta restaurantes, bares e outros serviços locais, criou uma interpretação de que a cidade está com esses setores fechados. “O que não é verdade”, destaca um representante do comércio que preferiu não se identificar. “Estamos abertos, cumprindo todas as orientações desde o início da pandemia, e pagando um preço alto pelo comportamento de parte das pessoas, de algumas condutas isoladas também do próprio setor, e pela falta de uma fiscalização presente e continuada por parte do poder público, que relaxou nesses procedimentos”, diz.

Em seu desabafo o empresário disse apoia e valida todas as medidas de proteção à vida, que não se opõe à fiscalização e destaca que o procedimento deve mantido, com o foco inicial de orientar, como também punir quem se nega a cumprir as normas sanitárias, sejam os estabelecimentos ou moradores. “Porém, é injusto que essa conta seja paga por todos, onde grande parte do setor se põe preocupada e comprometida”, diz. “Quem se nega a cumprir as determinações sanitárias, sejam empresas que violam as orientações de ocupação, ou pessoas que se aglomeram ou deixar de usar máscaras, deve ser fiscalizado e autuado”, continua.

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O empresário ouvido pelo SIGA MAIS destaca que é preciso promover, ao máximo que puder, o comércio local, que é um dos maiores geradores de emprego na cidade. O setor acumula um período de perdas e retração ao longo de mais de um ano e meio, se viu estimulado com as medidas de reabertura do setor com o avanço da vacinação e queda nos casos – tendência local e nacional – porém vê essa condição momentaneamente frustrada pelo cenário da pandemia na cidade, única na região, nesse momento, com medidas restritivas complementares à atual fase do Plano São Paulo. “Nesta última semana tivemos retração nas vendas, sim”, desabafa. “Da maneira como as medidas foram colocadas pelo Poder Público Municipal afugentou as pessoas, criou medo e atrapalhou o setor ao atingir diretamente a atividade do comércio e serviços na cidade”, diz. “Se a fiscalização não tivesse sido relaxada, pelo Poder Público, e claro, houvesse mais comprometimento das pessoas, não estaríamos passando por isso, nesse momento, onde a maioria das cidades brasileiras vive um período de expectativas superação da pandemia, que ainda existe, mas que possibilita avançar com segurança, e não retroceder”, completa.

E de forma reiterada o empresário pede que os consumidores de Adamantina e região comprem na cidade, frequentem os estabelecimentos como restaurantes, lanchonetes e outros do setor, cujo giro permite a sobrevivência dessas empresas e o emprego. “É preciso que essa dinâmica se fortaleça e amplie, e não o contrário. E que haja compromisso e responsabilidade de todos, consumidores, empresários e poder público”, diz. “Todo e qualquer cidadão e empresário pode e deve denunciar violações às recomendações sanitárias, para responsabilizar pessoas e empresas quem não venham a cumprir as determinações e assim valorizar e dar oportunidades de retomada a quem esteja consciente e comprometido”.

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Medidas restritivas

Segundo divulgou a Prefeitura de Adamantina, o decreto municipal com novas restrições para o atual momento da pandemia foi publicado no último dia 13 considerando o aumento de casos da Covid-19 na cidade, neste mês de outubro. Na ocasião, a Santa Casa local estava com 80% dos leitos destinados ao tratamento da doença ocupados. Reveja a live realizada na noite do dia 13 com o anúncio das medidas:

Com o decreto, a partir do dia 14 todos os parques e praças do município foram interditados. Sendo assim, a prática esportiva nesses locais está proibida, bem como as atividades esportivas coletivas não oficiais em todo o território municipal. As academias devem operar com 50% da capacidade e reforçar as medidas sanitárias em seus estabelecimentos.

Ainda de acordo com o decreto 6439, bares, restaurantes, academias, igrejas e outros locais em que registraram maior fluxo de pessoas também tiveram sua capacidade reduzida para 50%.

Todos os eventos presenciais da prefeitura foram adiados, incluindo a inauguração dos vestiários e sanitários no Parque Caldeira e na Praça Waldemar Romanini que aconteceria do dia 14 e demais atividades promovidas pela Secretaria de Cultura e Turismo de Adamantina.

Fiscalização

Na oportunidade a Prefeitura divulgou também que a Vigilância Sanitária iria intensificar a fiscalização em estabelecimentos para que não sejam realizados eventos que ainda estão proibidos pelo Plano São Paulo, coibindo a permanência de pessoas em pé, bem como intensificar a fiscalização quanto a utilização de máscara que continua obrigatória em todos os locais.

(Divulgação/PMA).

A multa pelo não uso da máscara nos locais exigidos é de R$ 552,71 por pessoa. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (18) 3521-4451 ou (18) 99784-2025.

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