Coronavírus

Após decreto de Bolsonaro, Doria mantém academias e salões de beleza fechados no estado de SP

Bolsonaro incluiu atividades na lista de serviços essenciais. Governos têm autonomia para decidir.

Por: Agência Brasil atualizado: 14 de maio de 2020 | 15h33
Mesmo na lista de serviços essenciais, do governo federal, academias de esportes, salões de beleza e barbearias estão com atividades suspensas no estado de São Paulo (Pixabay). Mesmo na lista de serviços essenciais, do governo federal, academias de esportes, salões de beleza e barbearias estão com atividades suspensas no estado de São Paulo (Pixabay).

O governador de São Paulo João Doria disse hoje (13) que academias e salões de beleza permanecerão fechados no estado, como medida para conter a disseminação do novo coronavírus. Apesar de decreto presidencial colocar esses tipos de estabelecimento como serviços essenciais e assim permitir a reabertura durante a quarentena, Doria argumentou que a suspensão do funcionamento segue orientação do comitê de saúde estadual.

“O secretário de saúde de São Paulo [José Henrique Germann] e nosso comitê de saúde nos indicam que ainda não temos condições sanitárias seguras para autorizar a abertura de academias, salões de beleza e barbearias neste momento. Respeitamos todos esses profissionais, mas nosso maior respeito por esses profissionais é garantir suas vidas”, disse o governador. (Continua após a publicidade...)

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Por decisão do governo de SP, barbearias e salões de beleza permanecem fechados (Pixabay). 

Segundo o diretor do Instituto Butantan e coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Dimas Covas, a decisão se baseou no fato, por exemplo, de que academias são ambientes de grande presença de secreções, o que facilita a infecção pelo novo coronavírus. “Com relação às academias, ela é um local onde as secreções são abundantes. E outro ponto importante: quem faz exercício físico de máscara é muito difícil de respirar. Além disso, a máscara umedece muito rápido, deteriorando a qualidade de proteção da máscara. E em terceiro, para higienizar esse ambiente, isso teria que ser feito a cada uso. E isso é muito complicado do ponto de vista sanitário”, argumentou.

Já com relação aos salões de beleza, Dimas Covas relatou que o problema principal é a proximidade entre cliente e profissional. “O contato físico é muito próximo. Ela vai tocar na pessoa [cliente]. Ela vai tocar no rosto da pessoa, nos cabelos da pessoa. Do ponto de vista de controle da infecção, essas são situações de risco”, falou ele.

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