Cidades

Preso em Flórida Paulista, pai perde enterro de filho morto em Suzano, por falta de escolta

Filho de detento foi uma das vítimas fatais do massacre em escola de Suzano, nesta semana.

Por: Da Redação | Com informações do UOL e G1 atualizado: 18 de março de 2019 | 14h05
Douglas Murilo Celestino é uma das vítimas fatais do massacre. Pai preso não pôde ir ao velório do filho por falta de escolta (Reprodução). Douglas Murilo Celestino é uma das vítimas fatais do massacre. Pai preso não pôde ir ao velório do filho por falta de escolta (Reprodução).

Um detento que cumpre pena na Penitenciária de Flórida Paulista, pai de uma das vítimas fatais do massacre ocorrido na última quarta-feira (13) em uma escola de Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo, não pôde ir ao enterro do filho por falta de escola.

Segundo o UOL, Douglas Leandro Clizesqui não via o filho Douglas Murilo Celestino de 16 anos, há mais de nove anos. O adolescente foi um dos cinco estudantes da Escola Estadual Raul Brasil. Seu corpo foi velado em uma escola evangélica e sepultado na tarde desta quinta-feira (14).

O UOL informou que pai do menino teve a saída autorizada, mas a escolta exigida para o transporte de presos não foi liberada a tempo. O percurso entre Flórida Paulista e Suzano, de 645 quilômetros, exigiria cerca de 8 horas de viagem. Ao UOL, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que a "escolta não foi realizada por falta de condições operacionais". Ainda de acordo com a SAP, "todas as medidas administrativas foram tomadas para realização do transporte do sentenciado ao velório. Porém, a confirmação do parentesco somente ocorreu às 8h da manhã da data de hoje, 14/03, pois ainda não havia parentes cadastrados no rol de visita do preso, o que dificultou o processo".

Ao UOL, a família reclamou do não atendimento ao pedido. "A nossa luta foi para trazer ele para ver o filho, mas as autoridades, neste momento tão difícil, não fizeram nada. O meu irmão está desesperado", disse Sandra Aparecida Leandro, tia de Douglas Murilo, durante o velório do adolescente. (Continua após a publicidade...)

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Críticas

Durante o velório, familiares criticavam o Estado pela falta do pai. "Ele está pagando pelo que fez de errado. Mas as autoridades não ajudam as famílias. Ninguém se mobilizou para trazê-lo", disse Sandra ao UOL.

Segundo informou o site, Douglas foi condenado em 2003. Saiu sob condicional em 2008, mas foi preso novamente em 2010 e cumpre pena e Flórida Paulista por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

Nas conversas entre presentes no velório – diz o UOL - era possível ouvir questionamentos sobre a diferença de tratamento dada a Douglas e ao ex-presidente Lula, que viajou sob escolta da Polícia Federal de Curitiba a São Bernardo no início do mês para o enterro do neto.

A liberação, nesses casos, é prevista no artigo 120 da Lei de Execução Penal que permite a saída da prisão em casos de falecimento ou doença grave de cônjuges ou familiares de presos.

Estudante escapou, mas voltou para ajudar a namorada

Segundo o G1, Douglas Murilo Celestino estava matriculado desde 2014 na escola, onde cursava o 2º ano ensino médio. Também cursava o 5º estágio de espanhol no centro de línguas do colégio.

Ele conseguiu sair da escola durante o massacre, mas voltou para ajudar a namorada, Adna Bezerra, também de 16 anos. Foi socorrido e levado ao Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, mas não resistiu.

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