Cidades

Prefeitura convoca evento presencial para falar dos 100 dias do segundo mandato; vereadores criticam

Vereadores validam a divulgação, porém criticam o formato do encontro, presencial.

Por: Acácio Rocha | Da Redação | acacio@sigamais.com atualizado: 22 de abril de 2021 | 09h17
(Divulgação/PMA). (Divulgação/PMA).

A Prefeitura de Adamantina emitiu comunicado à imprensa, e também dirigido aos vereadores, para uma coletiva à imprensa, em formato presencial, para apresentar dados referentes aos 100 dias de governo do segundo mandato do prefeito Márcio Cardim (DEM). O evento está marcado para ocorrer na próxima segunda-feira (12), às 10h, no anfiteatro da Biblioteca Municipal.

No comunicado, a Prefeitura informa que o uso de máscara será obrigatório e todos os protocolos de distanciamento e higiene em decorrência da pandemia serão praticados para a segurança dos presentes. A Prefeitura destaca que o local terá capacidade máxima de apenas 30 pessoas.

Durante sessão extraordinária realizada na manhã desta quarta-feira (7) e transmitida ao vivo em vídeo, pela fanpage da Câmara, vereadores reagiram e criticaram o formato do evento – presencial – em meio a todas as imposições e restrições determinadas às atividades econômicas dos setores do comércio e serviços, e também ao poder público, na pandemia da Covid-19.

Pelo menos quatro dos nove vereadores fizeram abertamente críticas duras ao formato presencial do balanço dos 100 dias. Quem abriu sobre o tema foi o vereador Hélio José dos Santos (PL). 

“Eu acho que não é o momento de realizar eventos presenciais. Se o comércio não está podendo atender ou com restrições, fazer um evento presencial, na biblioteca, por mais que o prefeito tenha direito de divulgar sobre esses 100 dias como se deu o trabalho da administração, pode ser feito de forma online”, disse. “Eu vejo que é um risco muito grande e vejo a desnecessidade de fazer esse evento de forma presencial. Fui convidado e não estarei, porque eu acho que não é um evento prioritário. Nós temos que dar o exemplo. Fica aí a sugestão”, enfatizou Hélio. 

O vereador destacou que a Câmara Municipal tem aprovado todos os projetos que visam enfrentar a Covid-19, seja pela rede municipal ou via Santa Casa, e cobrou coerência da Prefeitura quanto ao momento. “Temos que evitar fazer aglomerações, mesmo que seja algo que se justifique, como a comemoração dos 100 dias do novo mandato, que pode ser feito de forma online, tenho certeza”, reforçou. “É nosso dever também alertar o prefeito sobre medidas que às vezes não estão vindo ao encontro de nossas necessidades, a nossa realidade e o cenário que estamos enfrentando, que ainda exige muita cautela, muito cuidado. Temos que dar o exemplo no que diz respeito às medidas preventivas e de contenção, concluiu o vereador Hélio. (Continua após a publicidade...)

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Contrassenso: disse Cid Santos 

O segundo a criticar o formato presencial do evento foi o vereador Cid Santos (DEM), do mesmo partido do prefeito. “Essa reunião, senhor prefeito, o senhor não deveria nem realizar, porque é um contrassenso. Se não se pode abrir uma igreja, por que realizar uma reunião presencial? Eu não estarei lá”, afirmou, sugerindo o uso de plataformas virtuais para a realização da atividade. 

Em seguida, falou o vereador Rafael Pacheco (Podemos). “Vou ser cauteloso nas palavras. Essa reunião não poderia ter vindo num momento mais inoportuno. Parece que quer tirar o sarro da cara dos comerciantes, de quem tá passando fome, crianças desnutridas, pessoas com problemas psicológicos. Parece que quer tirar o sarro da cara do cidadão de bem, do cidadão trabalhador, do cidadão que pensa. Tá de brincadeira. Só pode ser”.

Na sequência, Rafael também cobrou coerência. “Espero que o bom senso prevaleça e seja desmarcada a reunião. Não tem nada demais, não seria nem um ato a ser criticado, muito pelo contrário, seria elogiado, e colocaria um pouco mais de justiça para todas as pessoas que estão sendo afetada por este momento tão triste que o país e o mundo todo enfrentam”, continuou.

Comunicado sobre a coletiva presencial enviado à imprensa (Reprodução).

Por fim, sobre o tema, falou o vereador Alcio Ikeda (Podemos). Em sua fala, também crítica, ele fez sugestões à administração municipal. “A gente tem que fazer divulgação. A população precisa saber o que a gente fez. Mas dessa forma acho bem imprudente”, disse. “Substitua esse evento de 100 dias por mais diálogo com os vereadores. É muito mais interessante discutir o que vai ser feito do que apresentar o que foi feito. Marca uma reunião com a gente”, disse. 

Em seguida Alcio reconheceu a importância de o agente público divulgar as ações, porém criticou o formato. “A gente entende que é necessário. Não vou ser demagogo, porque faço divulgações. Mas jamais faria um evento para reunir pessoas, para falar sobre atos. Não está fazendo nem para discutir sobre o que vai ser feito”, disse. “Se os vereadores não podem ser ouvidos para discutir ações futuras, por que várias pessoas têm que ouvir aquilo que foi feito no passado?”, questionou. 

Concluído sua fala, Alcio também cobrou coerência. “Olhando pra frente, a gente não enxerga esse evento aí como sendo algo essencial”, completou.  

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