Cidades

Grupo de Capoeira Estrela da Barra realiza batizado e ato pelo Dia da Consciência Negra

Encontro de capoeira marca o Dia da Consciência Negra em Adamantina.

Por: Da Redação atualizado: 27 de novembro de 2019 | 09h41
Encontro do Grupo de Capoeira Estrela da Barra, com batizado e ato pelo Dia Nacional da Consciência Negra, neste sábado (23) em Adamantina (Fotos: Siga Mais). Encontro do Grupo de Capoeira Estrela da Barra, com batizado e ato pelo Dia Nacional da Consciência Negra, neste sábado (23) em Adamantina (Fotos: Siga Mais).

O Grupo de Capoeira Estrela da Barra realizou na tarde deste sábado (23), no anfiteatro da Biblioteca Pública Municipal de Adamantina um batizado de capoeira (troca de cordões dos alunos) e um ato público pelo Dia da Consciência Negra, celebrado nacionalmente dia 20 de novembro.

O encontro foi liderado pela Mestra Sara e professora Suelen Rocha, reunindo alunos do Grupo de Capoeira Estrela da Barra e seus pais, professores e mestres de capoeira de diversas cidades da região.

(Foto: Siga Mais) 

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Participaram também os representantes de bairros Fabio Paula (Jardim Bela Vista) e Ricardo Andradina (Jardim Brasil); vereadores Acácio Rocha, Dinha Gil e Hélio Santos; secretária municipal de cultura e turismo, Cláudia Corradi; o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Nivaldo Martins do Nascimento (Londrina); e o prefeito de Adamantina, Márcio Cardim.

O Estrela da Barra tem realizado a inserção da capoeira na periferia da cidade, sobretudo nos bairros Jardim Adamantina, Jardim Bela Vista, Jardim Brasil e Jardim Paulista. Além dos fundamentos físicos dessa cultura, as duas instrutoras ensinam aos seus alunos o verdadeiro significado da palavra cidadania. Autoestima, respeito, dignidade e disciplina também fazem parte da metodologia aplicada por elas nas aulas de capoeira.

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As autoridades dos poderes Executivo e Legislativo fizeram uso da palavra e destacaram o trabalho realizado pelo Grupo de Capoeira Estrela da Barra na cidade, sobretudo o alcance social da atividade junto a diversas comunidades. (Continua após a publicidade...)

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Preconceito, consciência, cidadania e políticas públicas

A fala central sobre fundamentos da capoeira e sobre o Dia Nacional da Consciência Negra foi conduzida pelo Mestre Pradela (Sérgio Raul Pradella), de Presidente Prudente, que trouxe a capoeira à região na década de 70. Ele atua há mais de cinco décadas com essa arte.

Ele contextualizou o tema abordando sobre preconceito, consciência, cidadania e políticas públicas. “Muita gente indaga por que consciência negra se não há consciência branca”, disse.

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Sobre a história do Brasil e a presença dos negros, Pradella destacou a perspectiva da narrativa oficial. “As nossas escritas são europeias, não nativas. Temos várias histórias e estórias voltadas aos conceitos da nossa própria história do Brasil”, observou.

Trazendo essa questão para o contexto atual, Pradella abordou sobre capoeira e políticas públicas. Para ele, quando os gestores municipais decidem pelas suas ações junto às suas populações, há preconceito nas decisões que tratam da capoeira, por exemplo, excluindo essa prática dos ambientes de discussão e participação social, bem como do leque de políticas públicas. “Em muitas cidades a política cultural se tornou ditatorial. É quase impossível falar e buscar espaço à capoeira, rainha do folclore brasileiro”, desabafa.

Em âmbito local, a Prefeitura de Adamantina tem dado apoio ao Grupo de Capoeira Estrela da Barra, sobretudo para deslocamentos e viagens, e na oportunidade o Mestre Pradella cobrou mais participação do poder público, apoiando sua prática pelo viés esportivo, com vistas a garantir a representatividade da cidade nos Jogos Regionais, e pelo viés educacional, buscando sua maior inclusão no ambiente escolar.  “Mas não da forma como se dá, onde o profissional da escola é remunerado e o educador da capoeira é voluntário. Muito pelo contrário. O profissional tem que ser ressarcido para tal”, destacou.

Mestre Pradella afirmou que a capoeira é uma luta que vai continuar independente de administrações. “É uma luta constante”, disse.

(Foto: Siga Mais) 

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Ao reafirmar sua fala sobre direitos e cidadania, ele cobrou também a valorização dos conselhos de políticas públicas, de uma forma geral, em todas as áreas. “Quando se fala em consciência, tem que se pensar em uma ampla estrutura. Ninguém vai ficar aqui par sempre”, alertou.

Outro ponto abordado pelo Mestre Pradella envolve a estrutura que o cidadão tem à disposição para buscar a garantia dos seus direitos, como conselhos, ministério público, poder judiciário e as polícias, o que considera imprescindíveis para atuar contra o preconceito racial. “Quando se fala em discriminação, está em todo os lugares, velada”, afirmou.

O Mestre citou que a capoeira é tombada desde 2008 como patrimônio imaterial do povo brasileiro e reconhecida pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), estando presente hoje em 186 países do mundo. Possui federações estaduais, confederação nacional e federação internacional, que tem atuado pela regulamentação da profissão de capoeira.

No esporte, tem representatividade no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Comitê Olímpico Internacional (COI), e se faz presente por exemplo nas competições dos Jogos Regionais e Jogos Abertos do Interior, realizados no Estado de São Paulo.

Após as falas, foi realizado o batizado (troca de cordões) e realizada rodas de capoeira com alunos e com mestres e professores.

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