Cidades

Em autobiografia, Nivaldo Martins do Nascimento descreve seu legado de lutas socioambientais

Nivaldo Martins do Nascimento, o “Londrina”, é protagonista de longa trajetória de ativismo.

Por: Da Redação atualizado: 24 de novembro de 2022 | 16h20
Livro reúne relatos, imagens e documentos em mais de 170 páginas (Imagem: Siga Mais). Livro reúne relatos, imagens e documentos em mais de 170 páginas (Imagem: Siga Mais).

Protagonista de longa trajetória de ativismo, em diferentes frentes, Nivaldo Martins do Nascimento, o “Londrina”, que é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Adamantina, prepara o lançamento de seu terceiro livro, a autobiografia “Meu legado de lutas socioambientais”. A data e local do lançamento ainda serão divulgados.

Em mais de 170 páginas, o ambientalista, militante de causas coletivas, servidor público municipal e sindicalista, conta sua origem familiar, a partir das inspirações, valores e exemplos vivenciados dentro de casa, onde seus antepassados já protagonizaram ativismo em lutas importantes para o país.

Londrina herdou de berço esse espírito de atuar para além das buscas pessoais. No livro ele conta das origens familiares, as dificuldades e desafios vivenciados pelos seus pais na criação dos quatro filhos do casal, e detalha episódios da sua própria história, ao dar seus próprios passos na transposição de barreiras que sempre se apresentaram em sua trajetória de vida.

Londrina prepara lançamento de novo livro (Redes Sociais).

Na autobiografia, ele conta as passagens vividas em Andradina, onde nasceu, como também as experiências e enfrentamentos encontrados nos lugares onde morou e trabalhou, como os relatos de tortura a que foi submetido, até sua chegada a Adamantina, em 1983. Na nova cidade se tornou uma liderança ativa e participativa.   

Londrina é casado com Edeleuza, pai de Rafael Mateus e Maria Eugênia. Em 2004 publicou o livro “Ninguém consegue deter a primavera” e, em 2012, “Ensaios sobre a política adamantinense”, além de outros escritos. É ainda coautor de “AQuatro”, em fase de edição, escrito em parceria com os professores Bruno Pinto Soares, Tiago Rafael e Sérgio Barbosa.

O prefácio de “Meu legado de lutas socioambientais” é assinado pelo professor Alfredo Peixoto Martins e as orelhas da publicação têm texto assinado pelo professor José Aparecido dos Santos. O livro tem capa, diagramação e arte final de Fernando Rocha Perez Guerrero, pesquisa de documentos por Graziele Helena de Souza Rodrigues e revisão pela filha do autor, Maria Eugênia da Silva Martins.

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Quatro décadas

Prestes completar quatro décadas em Adamantina, Londrina é um colecionador de mobilizações coletivas, envolvendo as questões específicas do funcionalismo municipal – onde é dirigente sindical – e em demais áreas da comunidade local e regional, como educação, meio ambiente, saneamento básico, urbanismo e saúde.

Também em Adamantina, ao longo dos anos, Londrina atuou com liderança e deu oportunidades para debates sobre questões que em suas épocas eram pouco discutidas com amplitude e abertura, como as temáticas raciais, de identidade e gênero, e das religiões de matrizes africanas, aprofundando reflexões locais e estimulando a maior representatividade desses grupos e instrumentos de enfrentamento ao preconceito e à discriminação.

(Imagem: Siga Mais).

Sua trajetória em Adamantina é contada pelo auto, e muitas das situações são acompanhadas de documentos, reproduzidos na publicação, a partir de acervos da ONG Associação Adamantinense de Proteção ao Meio Ambiente (Apromam) e do Coletivo Antirracismo.

No texto de apresentação do seu novo livro, o autor sintetiza esse legado. “Não sou um herói, nem um revolucionário. Sou apenas um cidadão que sempre sonhou com um mundo melhor. Por conta disso, paguei um preço muito caro em algumas decisões que tomei durante a caminhada. No entanto, se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo – e talvez com mais intensidade”, narra Londrina.

Emblemático

A contracapa do livro traz ainda cinco depoimentos, por nomes convidados pelo autor. Um deles é do jornalista Acácio Rocha, do portal de notícias SIGA MAIS. “Multifacetado. Em todos os seus enfrentamentos pessoais e na carreira, sempre se pôs habilidoso e capaz. Nivaldo e Londrina venceram dentro e fora de casa. Se fez múltiplo, corajoso e suficiente em todos os argumentos, para debater, questionar e encorajar, vestido como um tanque de guerra e concomitantemente sensível quanto à mais delicada pétala de flor. Emblemático, é página ativa da história viva. Agora, se apresenta neste livro, onde certifica todas as nossas apreciações e seus valores”, escreveu Acácio.

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