Cidades

Em Adamantina, pesquisadores do Vietnã conhecem pesquisas, cultivo e processamento do café Robusta

Pesquisadores são do Instituto de Ciências da Agricultura e Florestas do Vietnã (WASI).

Por: Da Redação atualizado: 29 de novembro de 2019 | 11h12
Phan Viet Hã (vice-diretor do WASI), outras duas pesquisadoras do mesmo instituto e a intérprete, com representantes do IAC, APTA e Treviolo, em Adamantina (Fotos: Siga Mais). Phan Viet Hã (vice-diretor do WASI), outras duas pesquisadoras do mesmo instituto e a intérprete, com representantes do IAC, APTA e Treviolo, em Adamantina (Fotos: Siga Mais).

Um grupo com três pesquisadores do “Western Highlands Agriculture and Forestry Science Institute (WASI)”, do Vietnã, esteve em Adamantina nesta quarta-feira (27) onde conheceu pesquisas locais sobre o café Robusta realizadas pela APTA (Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio), em seu Polo Regional Alta Paulista, localizada no bairro Estrada 14, em Adamantina.

Estiveram na cidade o pesquisadores Phan Viet Hã (vice-diretor do WASI) e as pesquisadoras Dinh Thi Tieu Oanh e Nguyen Thi Than Mai, acompanhados de intérprete. As viagens técnicas são realizadas com apoio do governo do Vietnã, o que permitiu conhecer culturas do café em países como Cuba, Índonésua, Filipinas e países do continente africano. O nome original do WASI é “Vin Khoa hc K thut Nông Lâm nghip Tây Nguyên”.

Em Adamantina, a comitiva vietnamita foi recebida pelo pesquisador Fernando Takayuki Nakayama. Já o roteiro dos visitantes foi proposto pelo diretor do Centro de Pesquisa “Alcides Carvalho”, do IAC (Instituo Agronômico de Campinas), o pesquisador Júlio Cesar Mistro. Ele atua na área de melhoramento genético e acompanhou o grupo em Adamantina, durante todo o dia.

Visita à área de cultivo de café Robusta, na Cafeeira Eldorado (Foto: Siga Mais).

Segundo Júlio Cesar Mistro, o roteiro com o grupo vietnamita foi iniciado segunda-feira (25) no IAC, em Campinas, junto ao Centro de Café “Alcides Carvalho”, que realiza pesquisas científicas em diversas áreas relacionadas à cultura do café, gerando tecnologia e produtos para o segmento. Depois o grupo seguiu para a região de Lins, nas cidades de Getulina e Cafelândia, e nesta quarta-feira, em Adamantina, retornando em seguida a Campinas. 

Vietnã x Adamantina

Em Adamantina, o grupo vietnamita conheceu as pesquisas realizadas no Polo da APTA, depois visitou a indústria Treviolo Café, a Cafeicultura Eldorado (na estrada de acesso ao bairro do Pavão) e encerrou o dia no campo experimental e viveiro de mudas da Cooperativa Camda.

Com o auxílio de intérprete, o grupo de pesquisadores atendeu ao SIGA MAIS e informou que tem viajado por diversas regiões produtoras de café em busca de novas experiências que possibilitem ao Vietnã avançar nessa cultura, sobretudo nas técnicas de cultivo, tecnologia e manejo. O objetivo final é oferecer mais qualidade na bebida consumida pela população.

Segundo Fernando Takayuki Nakayama, o Vietnã é um dos maiores produtores mundiais de café Robusta. “Produzem o dobro do Brasil”, diz.

Localizado no continente asiático, Banhado pelo Mar da China em toda sua extensão leste, o território do Vietnã limita-se ao norte com a China e a oeste com Camboja e Laos. A nação está situada na península da Indochina

Adamantina protagoniza pesquisas com café Robusta

Há mais de uma década são realizadas pesquisas pela APTA, em conjunto com o Centro do Café do IAC, para o desenvolvimento de cultivares  de café Robusta adaptados às condições paulistas e com alto índice de produtividade. A pesquisa foi iniciada em 2008 pelo pesquisador Fernando  Takayuki Nakayama, a partir de uma visita técnica a propriedades rurais produtoras da variedade, no estado do Espírito Santo.

De chapéu, o diretor do Centro do Café do IAC, Júlio Cesar Mistro, em Adamantina (Foto: Siga Mais).

A pesquisa permitiu desenvolver clones de café Robustas adaptados às condições locais. Um encontro realizado em junho do ano passado, na Cafeicultura Eldorado, buscou incentivar o cultivo de alta qualidade, do café Robusta, para atender a demanda das indústrias de torrefação (reveja).

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