Cidades

Deficiente físico idoso atacado por abelhas tem alta hospitalar e volta para casa

Após o ataque, homem foi socorrido e ficou na UTI da Santa Casa de Adamantina.

Por: Da Redação atualizado: 28 de fevereiro de 2021 | 08h36
Em casa, José Moreira Castilho supera o susto após ter sido atacado por abelhas (Foto: Cedida). Em casa, José Moreira Castilho supera o susto após ter sido atacado por abelhas (Foto: Cedida).

Depois de três dias internado na Santa Casa de Adamantina, após ser atacado por abelhas no final da tarde da última segunda-feira (22), o deficiente físico José Moreira Castilho, de 74 anos, recebeu alta hospitalar e retornou para casa. Diabético e hipertenso, ele chegou a ficar sob cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e recebeu alta na quarta-feira (24).

O cãozinho de estimação do idoso, que também foi atacado pelas abelhas, ficou sob cuidados de uma clínica veterinária e também foi liberado, retornando para casa.

O ataque foi no cruzamento da Avenida Deputado Cunha Bueno com a Rua Santos Dumont, nas proximidades da subestação de energia elétrica da Energisa.

Agora, José Moreira tenta esquecer o episódio trágico. O idoso é bastante conhecido na cidade, e o caso causou grande comoção entre os moradores. Segundo sua filha, Bárbara Fernandes, seu pai ainda está abalado com tudo que viveu nesta semana. “Ele ainda está um pouco abalado, porque é uma coisa trágica mesmo. As pessoas que viram ali falaram que era coisa de filme. Ele sempre fica na esquina da casa onde mora, sentado num banquinho, e conversa com as pessoas que passam. Então, tem amizade com muitas pessoas”, conta.

Bárbara lembra o momento trágico vivido pelo pai, na segunda-feira. “Nesse dia, ele estava no mesmo lugar, sentadinho, com o banquinho dele na esquina. E ele viu uma pessoa correndo na rua. Pra ele, era mais uma pessoa que vinha fazendo caminhada. Ele não se deu conta do que estava acontecendo. Quando ele olhou, já viu aquele enxame de abelhas já vindo em cima dele, já tomou conta de uma vez nele. Pegou na cabeça e foi pelo corpo inteiro”, conta.

Após ser atacado, o idoso ainda conseguiu se levantar e chegar até o portão de casa, que fica a cerca de 60 metros do local de onde estava. Segundo a filha, ele contou com a ajuda de duas pessoas que, ao verem a cena, se dispuseram a correr o risco de também serem atacadas e se mobilizaram para salvar seu pai. “Ele conseguiu se levantar, mesmo com o corpo todo daquele jeito, cheio de abelhas, conseguiu chegar até o portão da casa dele, que dá mais ou menos uns 60 metros de onde estava. As pessoas passavam, viam o espanto dele, mas não desciam, tinham medo. Claro, abelhas... O que aconteceu? Dois rapazes, que Deus abençoe esses rapazes pro resto da vida, um deles colocou um pano numa escada e colocou fogo nesse pano e nisso espantou um pouco as abelhas”, relata Bárbara.

José Moreira Castilho, em casa (Foto: Cedida).

Em seguida, um outro rapaz se mobilizou para tentar ajudar. “Depois, um outro rapaz também chegou, arrumou um pano, um lençol, não sei de onde, jogou em cima do meu pai. Foi o que deu uma ajudada também”, continua.

Ao ver o pai sendo atacado, outro filho do idoso chegou a estacionar um caminhão ao lado dele, acelerou para expelir fumaça do veículo e com esse recurso tentar dispersar as abelhas, quando se aproveitou de uma oportunidade e começou a dar banho de mangueira no pai, para assim afugentá-las. (Continua após a publicidade...)

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Alívio e agradecimentos

Em meio a tudo isso, populares ligaram para o Corpo de Bombeiros, que complementaram o socorro ao idoso. “Mas, se não fossem essas duas pessoas que tivessem ajudado ele no início, com certeza, ele não teria aguentado. Setenta e quatro anos, hipertenso, diabético, deficiência física... Graças a Deus, também, que ele não tem alergia, porque, se ele tivesse alergia, aí seria pior”, diz a filha, aliviada.

Bárbara faz agradecimentos aos populares, agentes do Corpo de Bombeiros e aos profissionais da Santa Casa de Adamantina, que se mobilizaram para socorrer e prestar atendimento ao seu pai. “Aproveito para agradecer todos que nos auxiliaram neste momento triste e de extrema preocupação, inclusive os cidadãos que tentaram fazer com que o ataque cessasse ou fosse amenizado, bem como o importante atendimento do Corpo de Bombeiros”, diz a filha. Ela ressaltou o comprometimento e a atenção recebida nos cuidados dados a seu pai pela equipe médica e enfermeiros do pronto socorro e Santa Casa de Adamantina.

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