Cidades

Carreata ForaDória percorre ruas de Adamantina contra medidas que oneram servidores públicos

Segundo os organizadores, cerca de 150 veículos participaram do movimento.

Por: Da Redação atualizado: 23 de novembro de 2020 | 11h23
Carreata na Avenida Rio Branco, nesta sexta-feira, em protesto ao governador Dória (Divulgação/CPP). Carreata na Avenida Rio Branco, nesta sexta-feira, em protesto ao governador Dória (Divulgação/CPP).

Uma carreata "A força que vem do interior - #ForaDoria", realizada na tarde nesta sexta-feira (20) em Adamantina, organizada pelas regionais do CPP (Centro do Professorado Paulista) de Adamantina, Dracena e Panorama, e ainda pela sede regional da Apampesp (Associação de Professores Aposentados do Magistério Público do Estado de São Paulo), levou cerca de 150 veículos às principais ruas da cidade.

(Divulgação/CPP). 

(Divulgação/CPP). 

A estimativa quanto à participação foi publicada na fanpage do CPP de Adamantina. O protesto também contou com a presença dos integrantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), de Osvaldo Cruz.

A manifestação foi em protesto aos descontos previdenciários do Decreto 65. 021/20, assinado por Dória, que aumenta a cobrança de contribuição previdenciária junto aos servidores estaduais, para quem recebe mais de um salário mínimo, alegando a ocorrência de déficit atuarial no Regime Próprio de Previdência do Estado. O ato também se posicionou contra o aumento na contribuição do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo).

(Divulgação/CPP). 

(Divulgação/CPP). 

Os participantes se concentraram na Rua Rui Barbosa, proximidades ao cruzamento com a Avenida Rio Branco, de onde partiram por volta das 16h em carreata pelas principais ruas de Adamantina, com buzinaço, bandeirolas e gritos de ‘Fora Dória”. (Continua após a publicidade...)

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Segundo o CPP, a mobilização buscou sensibilizar as autoridades estaduais para tentar barrar a cobrança definida no decreto. “Sem aumento salarial há 6 anos, fomos presentados com um reajuste exacerbado da alíquota previdenciária, mesmo tendo contribuído uma vida inteira. Além disso, houve aumento na contribuição do Iamspe, com o PL 529, e limitação de valores dos precatórios”, destaca o CPP em seu site oficial. “Diante dos fatos atuais, a categoria do magistério paulista sentiu a necessidade demonstrar total desagrado quanto às decisões arbitrárias de quem deveria vislumbrar um futuro melhor aos que já contribuíram com tanta grandeza a São Paulo, por meio da educação ou de qualquer outra nobre área de atuação do funcionalismo público”.

(Divulgação/CPP). 

A Apampeasp também se manifestou sobre o tema, em seu site oficial. “Em um momento tão delicado quanto o de uma pandemia, é inaceitável que o Governador jogue nas costas dos aposentados a responsabilidade das contas da Previdência do Estado. Vale destacar que o grupo mais afetado pela quarentena e mais necessitado de ter os recursos preservados são os idosos. Os professores aposentados, após décadas de vida em salas de aula e de todos os anos de contribuição, mais uma vez são atacados e penalizados”, ressalta a instituição. “A Apampesp reafirma a sua luta histórica em defesa do professor aposentado e informa que o departamento jurídico da entidade está elaborando medida judicial com o objetivo de impedir o desconto da Contribuição Previdenciária (SPPREV) nos proventos dos aposentados e pensionistas que recebem abaixo do teto do INSS, previstos no Decreto 65.021/2020 do governador Dória”, completa.

Veja mais fotos da carreata:

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