Cidades

Cardiologista preso por abusar de pacientes vai cumprir prisão domiciliar

TJSP autoriza prisão domiciliar ao médico acusado de abusar de mulheres em seu consultório.

Por: Da Redação | Com informações do G1
Acusado de crimes sexuais contra pacientes, o médico cardiologista Augusto César Barretto Filho, de 74 anos, foi preso no dia 18 de janeiro e estava detido na penitenciária de Lucélia (Foto: Wellington Roberto/G1). Acusado de crimes sexuais contra pacientes, o médico cardiologista Augusto César Barretto Filho, de 74 anos, foi preso no dia 18 de janeiro e estava detido na penitenciária de Lucélia (Foto: Wellington Roberto/G1).

O médico cardiologista Augusto César Barretto Filho, de 74 anos, acusado cometer o crime de violação sexual mediante fraude, contra pacientes em seu consultório, em Presidente Prudente, vai cumprir prisão domiciliar.

O benefício foi concedido pela Justiça, após pedido da defesa do médico Ele estava preso desde o dia 18 de janeiro, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça, que analisou denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPSP).

Após ser detido pela Polícia Civil de Presidente Prudente e prestar declarações iniciais sobre as acusações, junto à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o médico foi transferido para a penitenciária de Lucélia, de onde deixou o cárcere, na noite desta quinta-feira (7), para cumprir prisão domiciliar. (Continua após a publicidade...)

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A prisão domiciliar do médico foi tomada em despacho assinado pelo relator Augusto de Siqueira, da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), na quarta-feira (6).

O TJSP, que avaliou um pedido de habeas corpus da defesa do acusado, concedendo a prisão domiciliar.

Os advogados do médico alegaram no pedido que o mesmo está com o seu registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) suspenso, por seis meses, desde o dia 17 de janeiro, o que tornaria injustificada uma das razões do pedido de prisão dele, pois o MPSP temia que ele voltasse a cometer crimes, já que seu registro não havia, ainda, sido suspenso.

A defesa do médico argumentou ainda ao TJSP que o acusado é idoso "portador de patologias graves, registrando várias internações médicas no ano de 2018 e três tentativas de suicídio". O pedido destacou ainda que, "no momento, apresenta quadro depressivo".

Além desses fatores, o advogado do médico informou que o acusado foi submetido a cirurgia para troca da válvula aórtica e faz uso de medicamentos contínuos, alegando que onde estava recolhido, na penitenciária de Lucélia, não receberia acompanhamento médico necessário.

Em seu despacho sobre o caso, o relator do TJSP acolheu as alegações da defesa do médico. "Vale lembrar que a medida está sendo deferida em caráter liminar, devido ao risco, à vida do ora paciente que, como dito – e comprovado – acometido de enfermidades (dentre elas cardiopatia) e depressão, com histórico de três tentativas de suicídio, requerendo monitoramento médico e familiar, não apenas para a ingestão, como também para a dosagem de medicamentos", decidiu o relator da 13ª Câmara de Direito Criminal, Augusto de Siqueira.

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