Cidades

Atleta adamantinense conquista troféu raro em ultramaratona

Marcos Remedi, o Caveira, é nome conhecido e prestigiado nas competições.

Por: Da Redação | Com informações do SIFUSPESP atualizado: 26 de janeiro de 2023 | 15h29
Marcos Remedi e o troféu Cálice, concedido somente aos competidores que finalizaram todas as fases da prova (Cedida). Marcos Remedi e o troféu Cálice, concedido somente aos competidores que finalizaram todas as fases da prova (Cedida).

Aos 50 anos de idade, o policial penal e ultramaratonista Marcos Remedi, morador em Adamantina, obteve neste mês a maior vitória de sua vida no esporte. Ao superar as quatro etapas da BR 135 Brasil Ultramarathon, além do chamado “Caminho da Fé” – que totalizaram uma jornada de fantásticos 1.174 km – ele conquistou o tão sonhado troféu “Cálice”, concedido somente aos competidores que finalizam todas as fases da prova, mesmo em anos distintos.

Marcos é conhecido também pelo apelido, “Caveira”, prestigiado nas competições de atletismo em todo o país. Ele é policial penal na Penitenciária de Lucélia, onde também integra o Grupo de Intervenção Rápida (GIR). Sua atuação no esporte foi mostrada com destaque em uma reportagem publicada no dia 19 deste mês no site do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp).

O novo trofeu para a coleção (Cedida).

Conforme a reportagem, Caveira já havia superado três competições sozinho em anos anteriores, correndo 217 km na BR 135 solo, depois outros 135 km na BR 80 solo e mais 334 km no Caminho da Fé, que durou seis dias, entre os municípios de São João da Boa Vista (SP) e Paraisópolis (MG).

Ainda de acordo com a publicação, Remedi galgou outros 271 km na BR 135+ como parte de um quarteto , formado também por Edson Bitencourt (que contraiu o coronavírus e não pôde completar a prova),  Joaquim Rabello e Celio Mendonça. O apoio foi feito por Lucio Ragassi e Lucas Ragassi.

A conquista definitiva aconteceu em 2023 graças à parceria com Marcos Batista dos Santos, seu companheiro na equipe Kiatleta, que é mantida pelo São Paulo Futebol Clube (SPFC), e dirigida por Toninho Carlos. Um carro de apoio guiado pelo motorista Régis auxiliou os dois ao longo do trajeto.

Caveira e Marcos Batista dos Santos (Cedida).

Entre 12 e 13 de janeiro, a dupla completou o percurso de 217 km entre São João da Boa Vista e Paraisópolis, colocando Remedi entre os grandes nomes da prova. Um feito histórico celebrado com muita alegria pelo competidor, que sempre teve como foco a dedicação integral ao esporte de alto rendimento como parte de sua preparação para atuar dentro do sistema prisional, onde é policial penal.

Com o uniforme da equipe Kiatleta, do SPFC (Cedida).

Ao completar a prova, Caveira destacou o respaldo que recebeu do SPFC, agradecendo aos companheiros que o auxiliaram ao longo da jornada e permitiram assim que ele alçasse o rol de uma conquista raríssima. Segundo publicou o site do Sifuspesp, desde 2014, só 10 competidores estavam entre aqueles que completaram todas as etapas da BR 135 Ultramarathon, considerada a mais antiga da América do Sul.

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Dividindo os méritos

Na reportagem do Sindicato, Marcos Remedi fez questão de utilizar os louros da vitória para valorizar os profissionais da categoria, ressaltando o quanto esta foi uma conquista que exalta a união dos servidores da segurança pública em defesa do bem estar da sociedade, sempre com foco na integração social entre as famílias e também entre os povos de todo o mundo.

Com o amigo Alexei Angelo Caio (Cedida).

Ele fez um agradecimento especial ao diretor geral da Penitenciária de Lucélia, Marcos Hipólito; ao diretor de disciplina, Donizete; e ao diretor de autodisciplina, João; além de todos que formam o corpo funcional da unidade onde trabalha. Remedi ainda dedicou a vitória a todos os policiais penais, militares, civis e bombeiros que tanto entregam excelência ao zelar pela segurança pública dos brasileiros.

Remedi e a maratonista Mônica Otero (Cedida).

Remedi também lembrou dos profissionais que atuam na sua preparação física e acompanhamento técnico. Ele citou o médio Alexandre Giralde, seu ortopedista; o médico Fernando Emed Filho; o massoterapeuta Nelson Matsuda; seu empresário Laércio Miguel; e o coronel da reserva, Jair Paulo Guetz.

Finalmente, agradeceu sobretudo aos seus dois treinadores, Marcelo Henrique Rocha e Herói Fung, sem os quais, em suas próprias palavras, jamais conseguiria alcançar seu objetivo.

Para poucos, o trofeu raro, de reconhecimento e valorização (Cedida).

O conteúdo especial divulgado pelo site do Sifuspesp traz uma menção especial ao adamantinense, pelo presidente da entidade sindical. “Além da premiação, o empenho de Marcos Remedi é um exemplo de sucesso para todos os guerreiros do sistema prisional, que podem enxergar no esporte um caminho para a melhor preparação no que tange ao tão exigente cotidiano do trabalho, bem como para a obtenção de uma saúde física e psíquica que, inevitavelmente, levarão a um quadro pessoal de maior qualidade de vida”, ressaltou.

(Com informações do Sifuspesp, por Giovanni Giocondo).

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