Cidades

Academias se unem, defendem setor como promotor de saúde e buscam reabertura

Segmento destaca que academias são espaços promotores de saúde e busca reabertura.

Por: Da Redação atualizado: 5 de julho de 2020 | 09h12
Representantes de academias reunidos nesta semana, em Adamantina (Cedida). Representantes de academias reunidos nesta semana, em Adamantina (Cedida).

Proprietários das academias de Adamantina estiveram reunidos na última terça-feira (30) com o objetivo de unir forças e atuar junto ao poder executivo local, para que possam retomar suas atividades, já que o setor está impedido de funcionar desde o dia 22 de  março, quando começou a vigorar a quarentena, como medida para evitar a transmissão do novo coronavírus (Covid-19).

O setor, em Adamantina, reivindica que o poder público municipal reconheça o Decreto Federal Nº 10.344, de 11 de maio de 2020, que validou as academias como serviços essenciais. Assim, pede que as academias sejam inclusas entre os setores essenciais locais, e possam retomar suas atividades, seguindo todas as normas sanitárias, em ambiente controlado e com limitação no número de participantes em seus espaços, entre outras recomendações dos órgãos oficiais.

Os representantes das academias destacam que os serviços prestados nesses espaços são geradores de saúde. “Temos muitos alunos reclamando da falta da prática da atividade física, que reflete no aumento de peso, autoestima baixa, não permitindo que atendam as recomendações médicas de fortalecimento corpóreo”, afirmam. “E ainda, é comprovado que a atividade física proporciona papel importantíssimo no sistema imunológico”, completam.

(Imagem: Pixabay)

Nesse esforço, os representantes das academias estão estruturando uma proposta jurídica embasada nos critérios de saúde, embasadas ainda na possibilidade de que os municípios adotem medidas dentro das estatísticas epidemiológicas locais. O setor reconhece as medidas preventivas em saúde e afirma que pode contribuir nesse cenário, atuando junto ao indivíduo, fortalecendo seu sistema imunológico e, nesse esforço, se compromete a observar e cumprir todos os protocolos sanitários definidos pelos órgãos de saúde e as recomendações da OMS. (Continua após a publicidade...)

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O tamanho do setor no Brasil

A Confederação Nacional de Serviços (CNS) fez um estudo atualizado dos serviços de academias de condicionamento físico prestados no Brasil (acesse aqui). As estatísticas mostram o avanço dessas atividades nos últimos dez anos na economia brasileira. Os dados de 2009 a 2017 apresentados no estudo são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a CNS, o setor de serviços de academias de condicionamento físico é composto por cerca de 18,5 mil empresas que atuam no país. Embora a maioria seja formada de pequenos e micro negócios, há empresas de médio porte que operam em rede. Segundo estimativas da CNS feitas com base em dados do IBGE e do Ministério da Economia, a receita bruta das academias de condicionamento físico deve atingir o patamar de R$ 8 bilhões em 2019.

Entre 2009 e 2019, estima-se que o faturamento das academias de condicionamento físico registrou crescimento de 322%, o que equivale a um aumento de 140% acima da variação da inflação (medida pelo IPCA). Dessa forma, a taxa média de expansão das vendas do setor foi de 9,1% ao ano em termos reais, superando largamente a taxa de crescimento econômico do país, que foi de 1,38% ao ano nesse período.

(Imagem: Pixabay)

As empresas do setor de academias de condicionamento físico ocuparam cerca de 105 mil pessoas e 2019. Essas ocupações estão espalhadas no território nacional. Concentram-se fortemente no Sudeste (58%). O crescimento das ocupações foi de 6,4% ao ano nos últimos 10 anos.

A massa de salário pagos pelo segmento doméstico do setor de serviços de academias alcançou R$ 2,5 bilhões em 2019, indicando crescimento de 14,3% ao ano desde 2009. O crescimento do salário real médio pago pelo setor foi de 1,6% ao ano entre 2009 e 2019 (considerando a variação média do IPCA). academias de condicionamento físico R$ 8 bilhões em 2019 crescimento de 322% 1,3% ao ano nesse período.

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