Memória

Os bairros e localidades rurais de Adamantina

Um breve relato sobre os bairros e localidades rurais de Adamantina.

Tiago Rafael Colunista
Tiago Rafael
Bairro Lagoa Seca: localidade foi constituída em 1939, como patrimônio, pelo imigrante espanhol Emílio Casas Fidalgo (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges). Bairro Lagoa Seca: localidade foi constituída em 1939, como patrimônio, pelo imigrante espanhol Emílio Casas Fidalgo (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges).

“O meio rural está em constante metamorfose constituindo um universo recodificado, heterogêneo, plural, simbólico e cheio de vida.”

Ezequiel Redin

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Como se sabe, a terrinha por muito tempo possuiu uma grande população em sua zona rural. Assim, diversos eram os bairros e localidades, cada qual com suas peculiariadades próprias. O mais curioso disso tudo, se dá com relação aos nomes muitas vezes adotados, pois nem sempre tais localidades chegaram a se tornar de fato bairros, muitas vezes eram nomeadas em relação às pessoas que lá residiam ou ao país de onde emigravam.

Nessas localidades predominavam em sua maioria descendentes de europeus e muitas vezes nordestinos e mineiros que migravam para o estado de São Paulo para “tentar a vida”. Acredito que muitos dos que na terrinha residem, tem alguma história para contar sobre a luta ou quiçá os sofrimentos de outrora de seus antepassados.

Só para se ter uma ideia, em bairros como o Pavão e Prata, muitos dos seus moradores eram descendentes de italianos, que vieram de Vera Cruz ou Marília. Já em regiões como a Estrada 14 e 15, Tucuruví e Mozini, além dos descendentes de italianos, também haviam os japoneses, que vieram da região de Novo Horizonte, Pompéia e Lins. Por sua vez, em localidades como a Estrada 1, Tupanzinho, Timbó, Fortuna e Pé de Galinha, muitos dos que lá resididam eram descendentes de italianos e portugueses, sendo alguns oriundos da região de Pompéia. Também havia a Colônia Alemã (depois denominada Paulista), onde residiam imigrantes alemães. (LIMA, 1999, p. 35)

Bairro Colônia Paulista (Acervo: Marta Schaufelberger).

Bairro Colônia Paulista (Acervo: Marta Schaufelberger).

Bairro Colônia Paulista (Acervo: Marta Schaufelberger).

Bairro Colônia Paulista (Acervo: Marta Schaufelberger).

Além das localidades já citadas, a terrinha contava com um bairro denominado Lagoa Seca, iniciado em fins da década de 1930 pelo Sr. Emílio Casas Fidalgo, um imigrante espanhol. Segundo o Sr. João Carlos Rodrigues, o nome da região se deu em virtude da terra ser muito úmida e argilosa.

Bairro Lagoa Seca (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges). 

Bairro Lagoa Seca (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges). 

Bairro Lagoa Seca (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges). 

Bairro Lagoa Seca (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges). 

Bairro Lagoa Seca (Reprodução: Livro Reviver Adamantina/João Carlos Rodriges). 

É claro que, outras localidades como os Bairros Boa Vista, Lambari, Jandaia, Barro Preto, Córrego do Rancho, Estrada 2, Estrada 6, Mourão, entre outros existem e com certeza marcaram a história da terrinha em diversos momentos. A nós da história, cabe ao menos citar e relembrar fatos que as atuais gerações sequer imaginam que um dia já ocorreram, ou porque ocorreram.

(*) Tiago Rafael dos Santos Alves

Professor, Historiador e Gestor Ambiental

Membro Correspondente da ACL

E-mail: tiagorsalves@gmail.com

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