Memória

Observações cotidianas: As esquinas da cidade

Um breve relato sobre os frequentadores assíduos das esquinas de Adamantina.

Tiago Rafael | Professor, historiador e gestor ambiental Colunista
Tiago Rafael | Professor, historiador e gestor ambiental
Uma das principais esquinas de Adamantina, cruzamento da Avenida Rio Branco com a Rua Deputado Salles Filho (Arquivo). Uma das principais esquinas de Adamantina, cruzamento da Avenida Rio Branco com a Rua Deputado Salles Filho (Arquivo).

“Apesar do mundo ser redondo, é nas esquinas que a gente se encontra.”

Edna Frigato

* * * 

Nos últimos dias, em meio as falas ditas numa CPI, estamos vivenciando os famosos “eitas atrás de vixes”, tanto no cenário nacional como local (diga-se redes antissociais). Agora onde isso tudo vai parar... Talvez, seria melhor responder com a máxima de um certo Chicó, de um certo filme: Não sei... Só sei que foi assim!

No entanto, deixemos a “borda da terra plana” e vamos ao que interessa, falar um pouco da terrinha! Dando uma breve circulada por aqui e ali, eis que me deparo com as ruas, como era de se esperar, um tanto quanto vazias e monótonas.

O mais interessante é que tal monotonia, se intercala com os barulhos das esquinas locais. É curioso notar que inúmeras pessoas, na maioria das vezes os mesmos, se reúnem nas esquinas das áreas centrais da terrinha. E claro, isso não é de hoje e nem é restrito a terrinha! Mas o que me chama a atenção é como isso, de certa forma marca e identifica uma determinada localidade, com seus traços e especificidades.

E é mais interessante notar que muitos estabelecimentos como padarias, bares e afins, se localizam nas ditas “esquinas” das cidades, concentrando assim grande parte desse público matinal (ou não). O que de certa forma acaba trazendo uma identidade ao local e uma identificação do cliente com tal espaço. Talvez o que muitos dizem por aí, o famoso “bater ponto no local”!

Em meio a tal identidade-identificação, muitas vezes de posse de algum material de leitura, se juntam os “causos”, as “histórias” e quiçá os “rumos” destas ou daquelas situações que permeiam a terrinha (ou não).

Deste modo, é interessante notar que tais “espaços” carregam em si histórias e mais histórias em suas paredes, mesas e cadeiras, dos diferentes personagens (assíduos) que compõem tal cenário. Por mais banal que seja, tudo isso marca grande parte da história desses espaços por aqui. Basta observar a área central e seus frequentadores assíduos!

Tiago Rafael dos Santos Alves

Historiador – 0000486/SP

Membro correspondente da ACL e AMLJF

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