Memória

O comércio adamantinense: as Casas Buri

Um pouco da história das Casas Buri de Adamantina.

Tiago Rafael Colunista
Tiago Rafael
Casas Buri se instalaram em fins da década de 1940, na Avenida Rio Branco, 551, em Adamantna, e ficaram por aqui até meados da década de 1960 (Foto: Arquivo Histórico Municipal de Adamantina). Casas Buri se instalaram em fins da década de 1940, na Avenida Rio Branco, 551, em Adamantna, e ficaram por aqui até meados da década de 1960 (Foto: Arquivo Histórico Municipal de Adamantina).

Quando mencionamos os estabelecimentos comerciais que marcaram a história da terrinha alguns nomes não saem da boca do povo, no entanto um deles com certeza marcou uma geração, trata-se das Casas Buri.

Fundada em 1942, por Mário Bussab e Paulo Ribeiro, a Casas Buri S/A Comércio e Indústria levavam o nome das iniciais de seus fundadores. Sua área de abrangência atingia os estados de São Paulo e Paraná e grande parte do Centro-oeste do Brasil. O sucesso das Casas Buri era algo realmente grandioso, a empresa chegou a possui cerca de 200 filiais por todo o país.

Por aqui as Casas Buri se instalaram em fins da década de 1940, na Avenida Rio Branco, nº 551, e assim como as outras filiais comercialiazavam os mais diversos tipos de roupas de cama, mesa e banho, além de tecidos e eletrodomésticos. Segundo alguns moradores, eram comuns as propagandas realizadas com o carro da empresa, tanto na zona urbana, como na zona rural da cidade.

Casas Buri se instalaram em fins da década de 1940, na Avenida Rio Branco, 551, em Adamantna, e ficaram por aqui até meados da década de 1960 (Foto: Arquivo Histórico Municipal de Adamantina).

E é claro que, não se pode mencionar as Casas Buri de Adamantina, sem deixar de falar do Sr. Francisco, o popular “Chiquinho da Buri”, que a gerenciou desde sua abertura até o ano de 1958. A partir de 1958, um de seus primeiros funcionários, o Sr. Cyrillo Marim, assume a gerência das Casas Buri de Adamantina.

Mesmo com tamanha grandiosidade, em meados da década de 1960, as Casas Buri fecham as portas por aqui. Uma das causas, se deve ao fato de que nesse período, diversos estabelecimentos comerciais começavam a surgir e fazer frente aos seus produtos.

Nas décadas de 1970 e 1980 ainda eram bem comuns as propagandas televisivas das Casas Buri, muitas delas trazendo, Silvio Santos, o “homem do baú” como garoto propaganda e cantando os seus jingles.

Nos anos 1990, as Casas Buri foram vendidas para o Grupo Ponto Frio e acabaram rebatizadas com o novo nome.

Enfim, independente do nome, da década ou quiçá dos gerentes, o que ficam são as lembranças e memórias daqueles que um dia marcaram o cenário econômico da terrinha.

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil.

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