Memória

Entre o giz e a lousa – profissão docente

Uma breve análise sobre o Dia do Professor.

Tiago Rafael Colunista
Tiago Rafael
Entre o giz e a lousa – profissão docente

“Ah... se um dia governantes / prestassem mais atenção / nos verdadeiros heróis / que constroem a nação / ah... se fizessem justiça / sem corpo mole ou preguiça / lhe dando o real valor / eu daria um grande grito / Tenho fé e acredito / na força do professor.”
Bráulio Bessa – A força do Professor

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Se fizermos uma perguntinha bem simples: Quem foi o seu primeiro (a) Professor (a)? Com certeza a resposta será imediata e certeira. E isso se deve a tamanha importância que tal profissional tem em meio ao processo de formação de todos nós. O que nos leva a outras constatações que são noticiadas cotidianamente sobre “a educação”, “o poder que esta tem” e “como pode transformar a vida das pessoas”. No entanto, o que pouco se vê são as histórias cotidianas de inúmeros professores que com muito pouco, nas mais diversas localidades e meios, ainda conseguem abrilhantar os olhos de seus alunos nessa árdua missão da docência.

Infelizmente cada dia que passa, se vê uma crescente desvalorização da classe docente e quiçá de seu atual processo de formação, cada vez mais enxugado e rebaixado nas mais diversas categorias. Basta dar uma olhadinha nas faculdades locais e mesmo nas públicas para ver o percentual de adolescentes que optam por licenciaturas na atual conjuntura.

Mas, deixemos de lado tais questões e vamos ao que interessa, o Dia do Professor. Decidi dar uma vasculhada nos meios digitais (vulgo internet) e acabei descobrindo como surgiu esta data comemorativa.

Em 15 de outubro de 1827, dia de Santa Teresa D’Ávila, padroeira dos Professores, D. Pedro I, baixa um decreto imperial instituindo o Ensino Elementar em nosso país. Porém, quase nada previsto no referido decreto fora cumprido (Qualquer semelhança com os tempos atuais é mera coincidência!).

Em 1947, há o relato da primeira comemoração referente ao Dia do Professor. O fato ocorrera no Ginásio Caetano de Campos em São Paulo (popular Caetaninho), sendo uma iniciativa de quatro professores da referida escola, dentre eles: Salomão Becker, Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko. Daí pra frente, as comemorações se ampliaram e culminaram anos mais tarde no Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963, que declara feriado escolar nessa data.

Enfim, com data comemorativa ou sem, cabe aqui de forma singela e sincera o nosso muito obrigado a todos os professores. E que um dia, possamos ter a valorização e o reconhecimento que se expressa no Art. 3º do decreto supracitado: “[...] em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna [...]

Tiago Rafael dos Santos Alves é professor e historiador. Acesse aqui seu perfil.

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