Memória

Entre figurinhas e lembranças

Uma análise sobre o ato de colecionar figurinhas e afins.

Tiago Rafael Colunista
Tiago Rafael
Entre figurinhas e lembranças

Recentemente em uma de minhas andanças pela terrinha, acabei de deparando com uma cena que chamou a atenção. Diversas pessoas em frente à banca trocando figurinhas. E como um bom colecionador de álbuns, eu também aderi ao evento.

Ao chegar em minha casa me recordei dos diversos álbuns de figurinhas que acabei colecionando ao longo do tempo. Em alguns deles escrevíamos cartas para ganha-los, outros os ganhávamos mediante a compra de um determinado números de chicletes ou balas.

Com certeza muitos se lembrarão dos álbuns dos chicletes Ping-Pong: Amazônia, Pantanal, Rei Leão, Recordes, Copa do Mundo 94, etc. Dos incontáveis chocolates Surpresa que comprávamos só por causa das figurinhas.

No entanto, o mais legal era poder trocar ou mesmo jogar “bafo” com os colegas na escola. Me recordo que as figurinhas mais “antigas” possuíam um valor bem mais alto para serem jogadas, e até mesmo as embalagens dos chicletes eram apostadas, as famosas “capelinhas”. E o mais engraçado de tudo isso, era ter uma “carteira”, não para guardar dinheiro, mas para guardar as figurinhas.

Esporadicamente também surgiam promoções de álbuns que concediam premiações caso fossem completos. Na maioria das vezes, eram revendidos nos bares próximos às escolas. Nunca vi ninguém ganhar nenhum daqueles prêmios grandes, mas para nós o que contava era a diversão de poder colecionar.

Com o passar do tempo as figurinhas acabaram sendo substituídas pelos Tazos, que também foram uma “febre” nacional, na mesma época também surgiam diversas promoções e brindes que se trocavam por tampinhas de refrigerantes como a Sukita e a Coca-cola.

Felizmente, a prática de se colecionar figurinhas ainda perdura e em época de Copa do Mundo a ânsia de ver o seu álbum completo é grande. Uma recomendação para quem vai iniciar sua coleção: Aos domingos de manhã, em frente à Banca do Carlito, ocorre uma “feira de troca” de figurinhas, que com certeza o auxiliará.

Bom pessoal, memórias à parte, a feira de trocas me aguarda, afinal eu também quero completar o meu álbum da Copa Mundo. Fui...

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil.

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