Memória

Adamantina x Cultura – Como era mesmo?

Um breve relato as ações culturais de Adamantina nos últimos dez anos.

Tiago Rafael Colunista
Tiago Rafael
Atividades da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em Adamantina, no período de 2005 a 2012 (Imagens: Acervo Pessoal). Atividades da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em Adamantina, no período de 2005 a 2012 (Imagens: Acervo Pessoal).

 “Um pouco de cultura é uma coisa perigosa..”

Alexander Pope.

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Nestes breves três meses do ano fomos surpreendidos com notícias não tão boas vindas do alto escalão federal e estadual, especificamente na área cultural. Por um lado, destaca-se a extinção do Ministério da Cultura, agora incorporado como “secretaria” ao Ministério da Cidadania, e do outro a triste notícia do fechamento de polos do Projeto Guri em nossa região. Não quero e nem vou entrar em méritos ideológicos de esquerda ou direita, para justificar a minha opinião sobre tal desmonte da cultura. Apenas percebo e reitero o que já dizia Fernanda Montenegro: “Um país sem cultura é um país sem educação”.

Isso tudo me fez lembrar de como a “Terrinha” já vivenciou a cultura em sua melhor fase. Foram comuns os eventos ligados à programas e eventos como: Circuito Cultural Paulista, Dia Internacional da Animação, Rock na Praça, Grito do Rock, Circuito Sesc de Artes, Viagem Literária, Roda Cultura entre tantos outros que marcaram e “ainda que parcialmente” marcam o cenário cultural daqui.

No entanto nada se compara aos dois Torós Culturais por aqui promovidos. Em sua primeira edição, em 2009, o Toró Cultural contou com 18 atividades culturais distribuídas em 26 horas de programação ininterrupta e em diversos pontos da cidade. Da mesma forma, no ano seguinte contamos com a segunda edição desse evento, que só veio a ampliar o que fora apresentado em sua edição anterior. Ressalto que como voluntário à época e participante das duas edições, a terrinha conseguiu prestigiar e dar espaço aos artistas locais, bem como trazer apresentações e espetáculos já consagrados.

Só para se ter ideia, era comum ver as filas darem voltas ao redor do anfiteatro antes das apresentações. Trazia-se o que havia de melhor dentro do cenário cultural nacional e mesmo internacional. E quando isso não bastava, a cultura ía até os bairros, com o projeto Roda Cultura e seu ônibus.

Enfim, essa lembrança e as memórias trazidas e levantadas por esse ou aquele morador e/ou artista local, suscitam e perenizam a cobrança da sociedade civil por algo que de fato deu certo e como se diz aqui e acolá: “Foi bom enquanto durou!”. Que nossas lideranças locais, possam independente de situação ou oposição, cobrarem deste ou daquele político a volta de ações que um dia já deram certo por aqui.

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil.

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