Memória

A tradição do Bom Princípio de Ano Novo em tempos coronavirais

Um breve relato sobre a tradição de pedir doces no ano novo em meio aos atuais tempos coronavirais.

Tiago Rafael | Professor, historiador e gestor ambiental Colunista
Tiago Rafael | Professor, historiador e gestor ambiental
A tradição do Bom Princípio de Ano Novo em tempos coronavirais

 “A memória é a imaginação do Povo, mantida e comunicável pela Tradição, movimentando as Culturas convergidas para o Uso, através do Tempo.”

Luís da Câmara Cascudo

Em 2018, quando iniciei esta coluna “Memória” pelo Siga Mais, me recordo de ter escrito sobre uma tradição muito comum na terrinha: “O bom princípio de ano novo” (reveja aqui). Mas de que se trata? Segundo consta, esta era uma tradição medieval onde as crianças saíam pedindo dinheiro após a missa de ano novo, desejando um “bom princípio de ano”, com a intenção de comprarem alguns doces com os valores recebidos.

E como funciona? Logo que amanhece a criançada sai de porta em porta, acordando a vizinhança e desejando um “bom princípio de ano”, e claro “já com a mão esticada”. Pelo costume, quem chegasse primeiro levaria o maior brinde, se fosse menino, seria maior ainda, pois seria um sinônimo de “sorte” para a pessoa que o recebesse.

No entanto, nos atuais tempos coronavirais, tal tradição que já estava minguando, está um tanto quanto “ameaçada”, por conta dos “isolamentos” e afins. Totalmente justificável, no atual cenário que estamos vivenciando. Afinal, ninguém quer se contaminar ou quiçá contaminar ao outro!

Mas, como já sabemos, infelizmente, muitas crianças ainda percorrerão algumas casas da terrinha em busca dos tão almejados “doces”. Caso receba algumas delas, utilize as medidas de prevenção e controle, que já estamos cansados de saber (usar máscaras, lavar as mãos, álcool em gel, etc.).

Enfim, esperamos que em “2022”, possamos prosseguir com tal “Tradição” sem nos preocuparmos com este ou aquele vírus. E claro, poder receber as crianças, com seu lindo sorriso e os votos de um bom ano, e retribui-las com os doces. A todos, um bom princípio de 2021!

Tiago Rafael dos Santos Alves

Professor, historiador e gestor ambiental

Membro correspondente da ACL e AMLJF 

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