Crônicas Provincianas

Em nome da religião e do poder eclesiástico...

O ser humano fica entre o céu e o inferno na mediação religiosa feita pelo poder eclesiástico.

Sérgio Barbosa | Jornalista diplomado e professor universitário | sebar@uol.com.br Colunista
Sérgio Barbosa | Jornalista diplomado e professor universitário | sebar@uol.com.br
(Foto: Adrien Olichon no Pexels). (Foto: Adrien Olichon no Pexels).

“O homem é absurdo por aquilo que procura, grande por aquilo que encontra”. (Paul Valéry)

Quando se questiona acontecimentos históricos relacionados com a Religião, neste caso em especial, da IGREJA CRISTÃ, pode-se refletir sobre muitas perguntas para poucas respostas em tempo de pós-globalização das ORGANIZAÇÕES...

Não se pode ficar a espera desta ou daquela resposta religiosa, tendo em vista as dúvidas envoltas em conflitos mediados pela conquista do manto sagrado do profeta maior do cristianismo...

As CRUZADAS encampadas, na maioria destas peregrinações religiosas pela CRUZ DE CRISTO em suas variantes e de acordo com a proposta dos cruzados, variavam conforme os objetivos em busca das riquezas e da libertação dos pecados na Terra Santa...

Foram diversas cruzadas em nome da cristandade celestial mediada pelos poderes da IGREJA neste período que percorreu séculos para muitas demonstrações de fé como marca registrada pelo poder acima dos interesses de uma simples salvação religiosa...

Ainda hoje, realizam-se muitas cruzadas em nome desta ou daquela denominação religiosa, tais demonstrações visam exaltar o poder do sagrado frente aos desencontros do profano com o homem e seu tempo além da salvação dos pecados...

Tais celebrações medem-se pelas conquistas dos fieis desavisados dos bastidores deste poder ilimitado da fé que aprisiona homens e mulheres em nome de pseudolibertação de si mesmo para uma prisão além do plano terreno...

Na realidade, o ser humano fica entre o céu e o inferno nesta mediação religiosa, além do mais, as dúvidas permanecem como um meio sem início e muitos menos fim de alguma coisa mal resolvida pela RELIGIÃO...

Nas muitas considerações sobre os acordos debatidos e finalizados pelos concílios das denominações em nome do “Pai, do Filho e do Espírito Santo”, permaneceram apenas detalhes destas trocas nada simbólicas em nome da CRUZ SEM CRISTO, também, de CRISTO SEM A CRUZ como marca de uma salvação mediúnica...

A morte pode ser o fim para a maioria das pessoas, porém, pode ser um início para outras e até mesmo um meio de vida em busca da eternidade prometida para aqueles que se arrependerem dos pecados terrenos...

Portanto, as CRUZADAS estão mais do que presentes neste cenário histórico com aquele toque da “estória da carochinha” ou até mesmo, dos muitos dilúvios para uma criação sem crucificação do profeta para um olhar a frente do outro mensageiro divino em nome da luz que liberta por meio da prisão do ser humano...