Crônicas Provincianas

Como ser se ELE continua o mesmo de sempre...

Nada se podia dizer sobre ELE e tudo permaneceu na mesmice de sempre...

Sérgio Barbosa | Jornalista diplomado e professor universitário | barbosa.sebar@gmail.com Colunista
Sérgio Barbosa | Jornalista diplomado e professor universitário | barbosa.sebar@gmail.com
(Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay). (Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay).

“Foi ele, e não outro, que me ensinou a morte e me obrigo, quando eu era moço, a olhar para ela cara a cara, porque nunca ele foi pessoa para baixar os olhos. O meu pai era da raça das águias.” (Antoine de Saint-Exupéry)

Ao ANDRÉ/Bisavô (in memoriam), dedico!

Naquele outro lado da mesa estava ELE um tanto quanto cabisbaixo e sem meias palavras para afirmar isto ou aquilo... mesmo assim, nada se podia dizer sobre ELE e tudo permaneceu na mesmice de sempre... tudo estava na mesma que era o que ELE sempre queria dizer pelo silêncio das suas palavras e deu no que deu... por isso e talvez aquilo, deve-se levar em conta que ELE continua o mesmo de sempre sem nunca ter estado naquele outro lugar dos seus sonhos de outrora... nada do que ficou para trás pode trazer as perdas que apenas ELE sabe dizer sem desejar estar do outro lado deste tempo que ficou no passado... mesmo assim, ELE continua tocando a sua flauta para uma aproximação com as lembranças da sua estadia naquele lugar que se perdeu na memória... que tudo possa se resolver de um jeito para um olhar além do horizonte, porém, apenas ELE sabe onde está a chave do seu segredo e ponto quase final... das muitas recordações que ficaram no interior de uma alma perdida e ELE continua desejando continuar vivendo do seu jeito de ser sem estar... todas as coisas que estiveram no seu tempo estão atreladas ao momento que só ELE pode determinar como aquele final que nunca existiu e tudo se resolveu para o mesmo... se a existência do inusitado está com ELE, talvez exista uma porta para sair sem entrar, tendo em vista que todos olham para um mesmo lugar naquela casa... como fazer tudo sem querer permanecer naquele cenário um tanto quanto complicado para ELE... isso sem esquecer-se daquelas dúvidas eternas que ELE sempre teve com o seu eu em meio às respostas que estavam perdias no tempo... Todas as causas continuam sendo colocadas em cima de uma mesa que apenas ELE sabe onde procurar para saber como fazer isto ou aquilo... se isso não ocorrer para trazer o que se perdeu quando ELE deixou suas dúvidas sobre a existência do criador, pode ser uma opção sobre o destino que se deve escolher frente ao contexto do momento... deve-se levar em conta a pluralidade das contradições que ELE apresenta para si mesmo, assim, nada se pode esperar neste meio tempo que continua sem sair do lugar... todos estão buscando o mesmo caminho, todavia, ELE prefere continuar na contramão dos sentidos da razão sem noção das suas causas... porém, como continuar neste caminho quando todos estão contra ELE, porém, tudo pode ocorrer de um jeito ou de outro para uma solução entre aquele ponto e uma vírgula... de tudo o que está ocorrendo com ELE, pode ser que o impossível esteja conspirando para uma conexão com o abismo da sua existência terrena... o relógio continua marcando aquele mesmo horário que ELE determinou quando escolheu o seu caminho pra seguir sem querer chegar do outro lado do tempo... de tudo aquilo que ELE acredita nos seus sonhos com muitos pesadelos, talvez, exista uma esperança para aquele que deixou de existir neste mesmo horário de um tempo que não existe mais... todas as questões estão em cima daquela mesa sem cadeiras que apenas ELE pode sentar para suas considerações sobre todas as coisas que se perderam na sua imaginação silenciosa... SÓ ELE PODE SABER ONDE BUSCAR AQUILO QUE NÃO EXISTE...  

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