Saúde

Criança ferida em acidente teve alta; pai reclamou de atendimento prestado pela Santa Casa

Santa Casa pede que a população formule denúncia ao hospital.

Por: Da Redação atualizado: 5 de fevereiro de 2016 | 08h31
Criança ferida em acidente teve alta e passa a fazer recuperação em casa (Foto: Cedida/Jorbes Daniel). Criança ferida em acidente teve alta e passa a fazer recuperação em casa (Foto: Cedida/Jorbes Daniel).

O menino D.H.S.S., de 6 anos, que foi hospitalizado na Santa Casa de Adamantina, depois de ser atendido no Pronto-Socorro (PS) do hospital, no dia 24 de janeiro, teve alta hoje (4), e passa a concluir sua recuperação em casa.
Ele deu entrada no PS, levado pela unidade de resgate do Corpo de Bombeiros, depois de ficar ferido em um acidade de trânsito ocorrido por volta das 12h50 do dia 24 de janeiro, defronte sua casa, no Jardim Adamantina.
No PS, os procedimentos de atendimento causaram reclamação de seu pai, Jorbes Daniel. Ele procurou a imprensa e relatou que o filho foi socorrido pelos Bombeiros e encaminhado para atendimento, com ferimentos na perna e na cabeça, e chegando ao PS a equipe de plantão encaminhou o ferido para exames de raio x.
Segundo o pai, diante dos ferimentos foi acionado o médico ortopedista, que estava de plantão à distância.  Porém, de acordo como que foi relatado pelo pai, o médico plantonista não compareceu ao PS, fazendo avaliação da criança à distância, com o envio da imagem do raio x pelo smartphone, constatando se tratar de fratura de fêmur na perna direita.
Com base na avaliação à distância, o médico ortopedista orientou que procedesse a internação da criança, e que faria uma avaliação presencial no dia seguinte, porém esse procedimento foi questionado no próprio local, pelo pai. Sem o comparecimento do médico, ele decidiu fazer um boletim de ocorrência na Polícia Militar bem como acionar um ortopedista, particular.
Jorbes informou que a equipe do PS tentou contato com o médico indicado por ele e não conseguiu, e em seguida solicitou o telefone par que ele mesmo realizasse o contato, porém a equipe resistiu em fornecer o número do médico ao pai. Por sua vez, querendo resolver a situação e preocupado com o estado do filho, decidiu ir até a casa do médico ortopedista, conseguindo que realizasse a consulta ao seu filho.
Assim, o médico ortopedista, prestando atendimento particular, foi acionado no final da tarde de domingo e chegou ao PS por volta das 17h30, conforme relatado por Jorbes ao SIGA MAIS. O pai da criança disse que desde o momento o acidente seu filho estava sob uma maca, com a mesma imobilização realizada pelos Bombeiros, e reclamava de dor.
A criança foi examinada pelo médico ortopedista trazido pelo pai, que removeu a imobilização inicial, medicou e encaminhou a mesma para internação. O ortopedista também recomendou que a criança fosse avaliada por um neurologista, em razão dos ferimentos na cabeça.
No dia seguinte (25), o ortopedista prosseguiu com o atendimento à criança, no período da manhã, quando solicitou novos exames de raio x e a avaliação complementar por um otorrinolaringologista, diante dos ferimentos no nariz, o que, segundo o pai, ocorreu na noite de terça-feira (26).
O caso ganhou espaço nas redes sociais e destaque na TV, com uma reportagem exibida dia 27, onde o pai denunciou os procedimentos de atendimento. Depois disso, segundo Jorbes, a Santa Casa teria proporcionado atendimento adequado a seu filho, inclusive a realização de exames como tomografia, e os atendimentos pediátrico, nutricional e neurológico, ficando o atendimento de ortopedia custeado pelos familiares da criança.

Santa Casa pede que a população formule denúncia ao hospital

Em situações dessa natureza, ou qualquer outra reclamação sobre a conduta médica, a administração do hospital pede que as pessoas formalizem essas queixas, por escrito, e encaminhem formalmente ao hospital, para que sejam tomadas as providências, dentro de cada caso.
O administrador do hospital, Jairo Gonçalves do Nascimento Júnior, disse que em situações que envolvem a conduta médica, somente um outro profissional médico, ou uma junta médica, podem julgar se os procedimentos foram adequados ou não.
Diante desse caso, e outros em que há reclamações sobre a conduta dos profissionais médicos, é solicitado que os reclamantes ou familiares formulem a denúncia, e a partir dela é convocada a comissão de ética da Santa Casa, que por sua vez fica obrigada a instaurar sindicância para apuração, ficando o julgamento final do Conselho Regional de Medicina (CRM).  “Porém, dependemos de um relato por escrito”, explica Jairo.
Jairo destacou que a equipe administrativa da Santa Casa está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários, inclusive reunindo as partes, ou seja, os profissionais e o reclamante, para que exponham sobre o fato, buscando assim o esclarecimento e a responsabilização, quando couber. Ele pede também que as pessoas busquem a informação correta, sobre todos os fatos envolvidos, para somente assim formar o entendimento sobre os casos.

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