Preso mata mulher durante visita íntima e joga corpo no pátio, em Presidente Venceslau
Morte da mulher ocorreu durante visita íntima. Ela foi enforcada e sofreu outras agressões.
Um crime de feminicídio foi registrado na manhã deste domingo dentro da penitenciária "Maurício Henrique Guimarães Pereira” (P-2) de Presidente Venceslau. Um detento de 39 anos matou a companheira de 41 anos, moradora em São Paulo (SP), durante a visita íntima.
Ao final da manhã, por volta das 11h, agentes penitenciários da unidade foram acionados para abrir uma cela do pavilhão 3. A princípio, os funcionários pensavam tratar-se de uma emergência médica, quando então foram comunicados sobre o crime.
O G1 divulgou dados do boletim de ocorrência, onde descreve que a mulher foi morta por constrição de seu pescoço (enforcamento). O preso ainda bateu a cabeça da mulher várias vezes contra o piso da cela. “Em seguida, com a abertura da cela, ele jogou o corpo da vítima no piso inferior, ainda o puxou até o meio do pátio”, descreve o BO.
Pouco depois o preso foi algemado pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR). O agressor não resistiu e, a princípio, “não apresentou motivação para a ação”.
O relato que consta do BO foi feito por outro detento e sua companheira. Conforme o registro policial, eles tentaram intervir, mas sem sucesso.
O preso foi autuado em flagrante pela Polícia Civil pelo crime de homicídio doloso qualificado – contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).
Equipes de peritos da Polícia Científica e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas e compareceram na unidade prisional para os registros.
A Polícia Civil autuou em flagrante o homem pelo cometimento de homicídio doloso qualificado – contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio).
Depois dos procedimentos formais sobre o caso, o preso foi transferido para a penitenciária “Zwinglio Ferreira” (P-1), na mesma cidade. Ao ser interrogado na P-1, ele se limitou a dizer que matou a mulher “porque ela estaria se prostituindo”.
O caso agora aguarda pronunciamento do Poder Judiciário. O crime é inafiançável e o preso tem extensa ficha policial. O pavilhão 3 da P-2 abriga detentos ligados à facção criminosa PCC.
O preso deverá ser transferido para o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes, onde poderá ficar um ano em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).