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Atlética da UniFAI denuncia injúria racial contra goleiro da equipe durante competição em Araraquara

10:35 atualizado: 12/07/2018 22:11

Competidor da equipe foi chamado de “Macaco”, “Preto” e “Gordo”.

Por: Da Redação

http://www.sigamais.com/noticias/ensino-superior/atletica-da-unifai-denuncia-injuria-racial-contra-goleiro-da-equipe-durante-competicao-em-araraquara/ Atlética da UniFAI denuncia injúria racial contra goleiro da equipe durante competição em Araraquara
Atlética da UniFAI denuncia injúria racial contra goleiro da equipe durante competição em Araraquara

Em sua página oficial no Facebook, a Associação Atlética Acadêmica de Direito da UniFAI publicou nota de repúdio em razão de um episódio de injúria racial ocorrido no último domingo (8), na cidade de Araraquara, durante os Jogos Universitários de Direito (JUD). A publicação ocorreu na noite desta terça-feira (10).
Segundo a postagem (veja aqui, na íntegra), durante o jogo de handball masculino entre a Ibmec-Damásio e UniFAI, com início marcado às 11h, no último domingo, surgiram manifestações entre o público, vitimando o goleiro da UniFAI, cometido por três indivíduos que trajavam as cores e acessórios da torcida da Ibmec-Damásio, o que sugere a configuração de injúria racial. “Na oportunidade, os agressores proferiram ofensas de cunho racial, chamando-o de “Macaco”, “Preto” e “Gordo”, e com frases do tipo “O seu lugar não é aqui, é lá fora comendo”, enquanto lhe apontavam um lanche que carregavam nas mãos”, denuncia a Atlética de Direito da UniFAI.
As ofensas causaram foram condenadas pela Atlética que representa os estudantes de direito da UniFAI. “Queremos manifestar o mais absoluto repúdio a todo e qualquer ato de racismo ou discriminação de qualquer espécie, fatos como esses roubam o brilho de qualquer evento e causam grande tristeza em todos aqueles que acreditam que podemos ser uma sociedade mais justa”, diz a postagem. “Infelizmente, o preconceito é muito presente em nossa sociedade e se manifesta de muitas formas, discriminando pessoas por seu gênero, por sua opção sexual, por sua classe social, por sua religião e, como neste caso, por sua cor”, continua o texto.
Na publicação, a Atlética Acadêmica de Direito da UniFAI destacou que imediatamente após o ocorrido ofereceu todo apoio ao atleta da equipe e ao mesmo tempo buscou identificar os agressores, denunciando o fato à liga organizadora do evento, que prontamente atendeu e orientou a levar a vítima na reunião noturna (CO) para exposição dos fatos, haja vista que, dada a gravidade do ocorrido, deveria ser debatido em conjunto com todos os representantes das demais Atléticas. “Conforme expomos na reunião, nosso objetivo foi um posicionamento adequado à gravidade da situação para que fatos semelhantes jamais voltem a ocorrer no JUD, assim como em qualquer outra situação, pois acreditamos que a omissão é maior inimiga da justiça, assim sendo, sugerimos a aplicação de uma punição no âmbito esportivo à atlética da Ibmec-Damásio, pois os agressores compunham a sua delegação, mesmo não sendo atletas e nem alunos”, relatam.
A Atlética Acadêmica de Direito da UniFAI relatou não acreditar que a atlética da Ibmec-Damásio, tampouco seus alunos, compactuam das opiniões dos agressores. “Não buscamos macular de nenhuma maneira a imagem de tão tradicional e importante instituição, que assim como os demais participantes do JUD e pré-JUD, são referências para nós nos aspectos esportivo e de ensino, mas acreditamos que houve sim uma infelicidade da atlética Ibmec-Damásio quando permitiram a presença desses indivíduos entre sua delegação”, questionam.

Feridas e responsabilidades

A Atlética Acadêmica de Direito da UniFAI destaca ainda, em sua postagem, os reflexos da agressão ao integrante da equipe, na competição realizada em Araraquara. “O real prejudicado de todo esse triste episódio é nosso atleta, que teve sua honra lesada durante um evento que deveria lhe proporcionar apenas a emoção do esporte e a alegria de confraternizar entre amigos, embora tenhamos empregado o melhor de nossos esforços em ampará-lo, sabemos que certas feridas não cicatrizam”, diz o texto. “De toda forma, o objetivo do nosso atleta é tão somente a identificação dos agressores, que são àqueles que devem de fato responder criminalmente pelo ocorrido, conforme decidido em assembleia, e temos a mais absoluta convicção de que é também esse o objetivo dos membros da Atlética Ibmec-Damásio e todos aqueles que querem um JUD livre de preconceitos e discriminações”, reforça.
Ao final da postagem, a Atlética Acadêmica de Direito da UniFAI faz agradecimentos às manifestações de apoio recebidas. “Queremos agradecer toda a solidariedade recebida das demais atléticas. Esperamos que todos possamos estar juntos mais uma vez brevemente, competindo e confraternizando que é o maior objetivo dos jogos”, conclui.

Faculdade Damásio se manifesta

Na manhã desta quinta-feira (12), em nota ao SIGA MAIS, a Faculdade Damásio se manifestou sobre o episódio, disse atuar no combate a qualquer preconceito e vai acompanhar o caso e seus desdobramentos. “A Faculdade Damásio, assim como a sua atlética, repudiam qualquer tipo de manifestação que menospreze, insulte ou ofenda qualquer pessoa. Preconceitos de qualquer natureza não são tolerados e não condizem com os valores éticos da instituição. A faculdade ressalta que a Atlética Ibmec-Damásio faz parte do projeto JUD Sem Opressão como forma de ampliar as ações no combate a qualquer preconceito. Por fim, a instituição de ensino acompanhará os desdobramentos do caso e, após a devida apuração e esclarecimento dos fatos, tomará as providências cabíveis a respeito do episódio”.
 

 
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