Cidades

Tornado causa destruição no Paraná, faz cinco mortes e deixa mais de 400 feridos

Fenômeno teve maior impacto nas cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava.

Por: Da Assessoria atualizado: 9 de novembro de 2025 | 09h41
Rio Bonito do Iguacu (Imagem: Corpo de Bombeiros/PR). Rio Bonito do Iguacu (Imagem: Corpo de Bombeiros/PR).

Um tornado de grandes proporções atingiu o estado do Paraná na tarde desta sexta-feira (7), provocando cinco mortes e deixando mais de 430 pessoas feridas, segundo a Defesa Civil Estadual. O fenômeno teve maior impacto nas cidades de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava, onde foram registrados os principais estragos.

Imagens feitas por moradores mostram casas completamente destelhadas, construções destruídas e postes de energia caídos. Em Rio Bonito do Iguaçu, estima-se que cerca de 80% da cidade foi danificada, com relatos de colapso de estruturas e veículos tombados pela força do vento.

Estragos em Rio Bonito do Iguaçu (Reprodução/Globonews).

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros havia informado cinco mortes, mas o número foi corrigido durante a madrugada para quatro, após verificação de duplicidade em um dos registros. Na manhã deste sábado (8), uma nova vítima foi confirmada em Guarapuava, elevando novamente o total para cinco mortos.

Moradores relataram que o tornado chegou acompanhado de chuva intensa, granizo e ventos muito fortes, que se espalharam por diversas regiões do estado.

Classificação do fenômeno

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que o evento registrado em Rio Bonito do Iguaçu foi, de fato, um tornado, formado durante o deslocamento de uma frente fria que cruzou o estado.

De acordo com o meteorologista Reinaldo Kneib, o fenômeno foi originado a partir de uma supercélula de tempestade, considerada uma das mais severas na meteorologia. “O tornado causou danos significativos, com quedas de árvores inteiras, destruição de casas de alvenaria e tombamento de veículos”, explicou.

(Imagem: Simepar).

Com base na análise dos estragos e das imagens de radar, o tornado foi classificado preliminarmente como F2 na Escala Fujita, com ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h. No entanto, há indícios de que, em alguns pontos, as rajadas possam ter ultrapassado os 250 km/h, o que elevaria a classificação para F3. O Simepar segue analisando imagens aéreas e dados em conjunto com a Defesa Civil para confirmar a intensidade exata do fenômeno.

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Condições meteorológicas extremas

O tornado foi resultado da combinação de um sistema de baixa pressão atmosférica formado entre o Paraguai e o Sul do Brasil, com o deslocamento de um ciclone extratropical em direção ao oceano. Essa configuração gerou temporais severos em diversas regiões do estado, principalmente no Oeste, Sudoeste e Centro-Sul.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as rajadas de vento mais intensas foram registradas em Dois Vizinhos (82,4 km/h), Cornélio Procópio (76 km/h), Campo Mourão (74,2 km/h) e Candói (73,1 km/h). O volume de chuva ultrapassou 40 milímetros em municípios como Guarapuava, Pinhão, São Jorge D’Oeste, Candói e Campo Mourão.

A Defesa Civil permanece mobilizada para atendimento às vítimas e levantamento dos danos. A previsão é de que as chuvas e ventos fortes avancem em direção ao interior de São Paulo ao longo da madrugada deste sábado (8).

Alerta em SP

Neste sábado (08), a previsão indica mudanças significativas no tempo no Estado de São Paulo. As chuvas chegaram pela madrugada, com a passagem de um ciclone pela costa do Estado de São Paulo.

De acordo com a Defesa Civil Estadual, as chuvas começam pelo noroeste paulista e avançam gradualmente ao longo do dia, atingindo praticamente todo o território paulista. Os maiores volumes de precipitação estão previstos para o período da manhã. À tarde, a tendência é de enfraquecimento das chuvas, embora ainda possam ocorrer pancadas pontuais com intensidade moderada a forte.

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Conforme o órgão estadual, o ciclone extratropical pode provocar chuvas intensas e rajadas de ventos perigosas, além de queda de granizo e microexplosões (downbursts) pontuais. “O ciclone extratropical já passou pelo Rio Grande do Sul, por Santa Catarina e atua neste momento no Paraná, causando grandes estragos, por isso é preciso que estejamos preparados e sigamos os alertas da Defesa Civil”, disse as Major PM Michele César, diretora de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

O destaque do dia fica para o vento na faixa leste do Estado, que pode ultrapassar os 100 km/h, especialmente na Baixada Santista, Vale do Paraíba, Capital e Região Metropolitana de São Paulo.

Ventos extremos

A previsão da Defesa Civil indica vendavais intensos em algumas regiões:

  • 115 km/h no Litoral Norte;
  • 110 km/h na Baixada Santista, Vale do Ribeira e Região de Itapeva;
  • 100 km/h na Região Metropolitana de São Paulo, Campinas, Sorocaba, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira;
  • 95 km/h nas regiões de Presidente Prudente, Marília, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca, Ribeirão Preto, Bauru e Araraquara.

Para efeito de comparação, ventos a partir de 70 km/h já são suficientes para provocar queda de árvores e destelhar casas.  Acima deste valor, o potencial de destruição se torna imprevisível.

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