Cidades

Adamantina terá concentração hoje pela renúncia da presidente e apoio às investigações

Mesmo com suspensão da posse de Lula como ministro, pela Justiça, manifestação está mantida.

Por: Da Redação (Com informações da Agência Brasil) atualizado: 18 de março de 2016 | 08h39
Dilma anuncia e empossa Lula como ministro, e reacende as manifestações. Mesmo com suspensão da posse, pela Justiça, manifestação está mantida (Agência Brasil). Dilma anuncia e empossa Lula como ministro, e reacende as manifestações. Mesmo com suspensão da posse, pela Justiça, manifestação está mantida (Agência Brasil).

Está previsto para acontecer hoje (17), às 17h30, na Praça Élio Micheloni, uma movimentação em defesa do Juiz Sérgio Moro e pela renúncia da presidente Dilma por ter empossado Lula como ministro.
Segundo uma das articuladoras da concentração, a professora Ana Lúcia Bonilha Tiveron, mesmo com a decisão da Justiça Federal, que suspendeu a posse de Lula, a manifestação está mantida.
Ela pede o comparecimento da população, e que os manifestantes usem preto. “Venha vestidos de preto. Luto pelo nosso país”, disse.
Depois do anúncio oficial da nomeação de Lula e a divulgação do grampo telefônico de conversas interceptadas pela Polícia Federal, do terminal telefônico de Lula, diversas manifestações aconteceram em todo o país. (DR)

Juiz suspende posse de Lula como ministro da Casa Civil

O juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, da Seção Judiciária Federal do Distrito Federal, atendeu a uma ação popular e suspendeu, em caráter liminar, ou seja, temporário, a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula no cargo de novo ministro-chefe da Casa Civil ou em “qualquer outro que lhe outorgue prerrogativa de foro”. A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão.
A decisão foi divulgada no final da manhã de hoje (17), enquanto Lula era empossado pela presidenta Dilma, no Palácio do Planalto, em Brasília. No despacho, o juiz federal aponta que “a posse e o exercício no cargo podem ensejar intervenção, indevida e odiosa, na atividade policial, do Ministério Público e mesmo no exercício do Poder Judiciário, pelo senhor Luiz Inácio Lula da Silva”.
Reconhecendo a complexidade do mérito da questão, o juiz anota que várias ações foram ajuizadas em todo o país pedindo a suspensão da posse de Lula. Para o juiz, a posse implicaria “intervenção direta, por ato da presidenta da República, em órgãos do Poder Judiciário, com o deslocamento de competências”, o que, na avaliação de Catta Preta, “ao menos, em tese, pode indicar o cometimento ou tentativa de crime de responsabilidade”.
Para o juiz, o deslocamento de competência do julgamento de Lula da Justiça Federal em Curitiba para o Supremo Tribunal Federal (STF) “seria o único ou principal móvel da atuação da mandatária [Dilma] – modificar a competência, constitucionalmente atribuída, de órgãos do Poder Judiciário”.
Catta Preta sustenta que a suspensão temporária da posse do ex-presidente não causará dano à gestão pública. “O Poder Executivo não depende, para o seu bom e regular funcionamento, da atuação ininterrupta do ministro-chefe da Casa Civil. A estrutura deste órgão conta com substitutivos eventuais que podem, perfeitamente, assumir as elevadas atribuições do cargo”. (AB)

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